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2008, o mundo sobrevive a duas guerras mundiais, desastres naturais, choque entre as civilizações e séculos de ditadura de mercado. De certo que nos últimos anos, os últimos suspiros da civilização mundial se da sobre a pressão de crises econômicas, atentados terroristas e ameaças de catástrofes climáticas. O medo é vendido e estimulado em pílulas diárias, criando uma população alienada dos valores básicos postulados por Espinoza e desenvolvidos por E.Kant. Em certo momento optamos por nos anestesiar, perder a consciência no sentido mais aplicado da expressão. É necessário vivenciar nos pequenos atos suas escolhas, sabendo que as ações básicas tem resultado profundo. Ser “diferente” é o começo, o momento é de fazer a diferença, ter o compromisso de se entender essencial para o funcionamento do todo, em outras palavras ser a medula.
Em 2005 o Medulla surge levantando uma bandeira, não panfletária simplesmente por uma questão política, mas com vontade de instigar o sentimento, uma reação.
Não com a antiga pretensão adolescente de mudar o mundo, mas de gritar pra ele.
Teve seu primeiro disco lançado pela Sony Music, “o fim da trégua”, gravado no estúdio “Toca do bandido”, produzido por Peu Sousa (ex-guitarrista da Pitty) e por Alexandre Basa (Instituto e Turbo Trio), o disco conta com a participação de Patrick Laplan no baixo, o Dj Primo, Fernandinho beat Box e Flip Sorbonha.
Com uma primeira turnê muito bem sucedida, o Medulla se destacou como revelação do “Abril pro Rock” no ano de 2006, pelo jornal O Globo e Diário de Pernambuco.
Formado por Keops, Raony, Dudu, Alan Lôpes, Daniel Martins e Rodrigo daSilva, Medulla hoje grita seu mais novo projeto, que tem como ponto de partida as musicas “Prematuro parto fórceps” e “Gosto de guarda-chuva”. Se um dia se tornou clichê a idéia de flores como munição pra um revolver, essa história se renova com melodias que abordam temas tão pesados, músicas de amor que falam de política. Produzidas pelo próprio Medulla, são musicas como o descongelar das geleiras, calmo e catastrófico, inflamáveis como uma bomba, detalhistas como João Gilberto, forte como rock puro, sofisticado como jazz.
Com o encerramento da primeira turnê, voltando do “Abril pro rock” os irmãos Keops e Raony reuniram uma formação com pessoas que buscavam a mesma verdade. Dudu que sempre foi influência pras letras hoje assina musicas nesse novo projeto. “Dudu me ensinou a escrever... me mostrou que às vezes é mais interessante você não falar o que você quer dizer... e depois da gravação do primeiro disco, foi com Alan que começamos a experimentar outras fórmulas sonoras, produzindo juntos para trabalhos paralelos. O Som que fazemos hoje é fruto de todos esses encontros, ter os caras na banda foi inevitável.” Conta Keops.
Atento as novas propostas trazidas por meio de mídias alternativas, o Medulla expõe os primeiros passos de seu próximo álbum nas vias da comunicação digital. Às novas musicas serão disponibilizadas gratuitamente em sites de conteúdo gerado pelo usuário (CGU), estabelecendo “links” direto com o publico.
Medulla vem, trazendo na mochila verdade, fúria e paixão, “jogando álcool e fósforo, na direção do seu portão” (gosto de guarda-chuva). É só o começo do que esse alto-falante tem pra dizer, quem tem ouvidos, ouça. Eis que a hora vem e agora é.